Projeto de Lei cria Política para Permanência do Jovem no Campo


Cerca de 70% dos alimentos que chegam até a mesa do consumidor são produzidos no campo e dependem do trabalho dos produtores rurais catarinenses. Pensando em estimular ainda mais os agricultores, a permanência do jovem no campo e dar continuidade a pujante produção do Estado, o deputado estadual Altair Silva, propôs na Assembleia Legislativa, a criação de uma Política Estadual de Incentivo à Permanência de Jovens e Adultos no Meio Rural por meio da Qualificação e educação.

Manter o jovem no campo, com qualidade de vida, educação, e com acesso as novas tecnologias, tem se tornado o maior desafio do agronegócio. “Esse é um desafio difícil de ser enfrentado, e através dessa política pública, queremos criar ações efetivas junto com o Governo do Estado, as cooperativas e a iniciativa privada, para dar condições para os jovens permanecer no campo. Vamos discutir junto com os municípios e o Estado esse assunto”, comentou Altair.

A mola propulsora da economia de Santa Catarina ainda é a agricultura, sustentada pelo trabalho dos pequenos, dos agricultores familiares, que hoje representam mais da metade da produção no campo. Apesar da grande representatividade, nos últimos 11 anos foi observado uma queda de 9% no número de propriedades de agricultores familiares no Estado. “O número de propriedades tem diminuído e quem mais tem ficado no campo são idosos, por isso da importância de incentivar o jovem a ficar, e o Estado tem que ser o grande indutor desse processo”, ressalta.

Diretrizes da proposta

O projeto traz quatro diretrizes, a primeira, que diz respeito sobre a ação conjunta dos órgãos públicos, em especial os ligados a educação, com o intuito de oferecer aos jovens rurais uma formação integral, adequada a sua realidade, que lhes permita atuar como agricultores qualificados técnica e administrativamente, além de se tornarem homens e mulheres em condições de exercer plenamente sua cidadania.

Outras duas diretrizes da Política Estadual, são o estabelecimento de ações permanentes e articuladas entre entes públicos, privados e da sociedade civil, para fomentar no jovem o sentido de comunidade e o espírito associativo, bem como a utilização de técnicas de produção adequadas, de transformação e de comercialização para uma agricultura sustentável e, por meio da Pedagogia da Alternância. “A proposta é olhar com atenção os pequenos agricultores, porque hoje a maior taxa de alfabetização do Brasil está nas propriedades catarinenses, chegando a 96,95% dos produtores alfabetizados, por outro lado temos muitos idosos e poucos jovens”, compara o proponente da política pública.